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Bom dia!!!

Eba, sexta! 🙂

O texto de hoje eu adorei, é um assunto que dá muitas dúvidas nas pessoas, inclusive em mim, e o dr. Gabriel Marques de Araújo, do Espaço Volpi, conseguiu explicar de uma forma bastante clara para nós. Jejum intermintente: já ouviu falar?!

 

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Jejum intervalado ou intermitente

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Já ouviu falar em jejum intervalado, ou intermitente? É um tipo de alimentação que intercala períodos de ingestão controlada de alimento com períodos de jejum absoluto. O método mais utilizado, devido a maior facilidade de adesão, consiste em alternar 16 horas de jejum, com 8 horas de ingestão alimentar, realizando neste momento uma dieta hipo a normocalórica. As refeições devem ser ricas em proteínas magras e gorduras mono e poli insaturadas, e com reduzidas quantidades de carboidratos, priorizando os integrais e os de baixo índice glicêmico.
Utilizando um exemplo prático, seria o seguinte: Suponha que sua última refeição do dia seja as 21:00 horas. A partir de então, será permitido o consumo somente de água, chá natural ou café, sem adição de açúcar ou adoçante, até a próxima refeição, que seria as 13:00 horas do dia seguinte. Para efetividade desta dieta as refeições após o jejum devem ser bem controladas e seguem os princípios indicados acima.
Além dos embasamentos teóricos do jejum intervalado, diversos estudos feitos sobre assunto apresentam as vantagens deste método. Por exemplo, a secreção do GH (hormônio do crescimento) é favorecida nos períodos de jejum e otimizada em até 5 vezes no seu pico de produção durante jejuns intervalados. A regulação deste hormônio é fundamental para equilibrar a composição corporal e queimar reservas de gordura.
A insulina é o principal hormônio anabolizante (acumulador) do nosso organismo e a resistência ao efeito deste hormônio diminui devido ao jejum, fazendo com que suas concentrações sanguíneas também diminuam, e isso é um sinal de equilíbrio metabólico, diminuindo sensivelmente a incidência de doenças cardiovasculares e proporcionando a oportunidade de expor mais tecido gorduroso para ser consumido como energia, ao invés de armazenar mais. A produção de leptina, hormônio que é produzido principalmente pela gordura branca e que sinaliza ao saciedade ao cérebro, diminui acompanhando a diminuição do tecido gorduroso. Além disso, o jejum também leva a maior produção de noradrenalina, acelerando o processo metabólico. Assim, os jejuns de curto prazo (de duração menor de 36h) podem aumentar a atividade metabólica de 3,6 até 14%.
A realização de jejum parece um grande sacrifício. Na verdade, esta prática pode ser bem confortável de ser realizada, desde que respeitados os seus métodos para que o organismo se adapte. Além disso, o controle da glicemia e insulina levam a diminuição de apetite e ameniza os impulsos por carboidratos. Ficou interessado? Acredita que este método seria bom pra você? A melhor maneira de iniciar é procurando um profissional capacitado que saiba avaliar os possíveis benefícios para o seu organismo e que possa orientar a correta maneira de realizar a dieta.

 

Dr. Gabriel Marques de Araújo

Médico Nutrólogo

Equipe Espaço Volpi

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