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Você já sentiu tonteira enquanto estava malhando?

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As causas desse mal estar são muitas e por isso é difícil cravar o que causou. Saiba o que pode gerar e tente se prevenir, pois pode ser grave…

*as explicações abaixo estão em versão bastante simplificadas para que possam ser compreendidas por todos

 

1 – Hipoglicemia causada por ingestão insuficiente de calorias no dia e antes do treino:

Quando estamos fazendo um regime com o objetivo de emagrecer, normalmente comemos menos calorias durante o dia. E, quando nos exercitamos, precisamos de mais energia. Somando o déficit calórico da alimentação mais o consumo aumentado pelo esforço físico, temos falta de energia, o que diminui o desempenho e pode culminar com a queda da glicose sanguínea. E baixando a glicose, a tonteira e o mal estar surgem.

Mesmo sem estar fazendo dieta, se você não tomou um café da manhã adequado ou almoçou ao meio dia e foi malhar às 17h sem se alimentar adequadamente, a glicose pode cair também.

Como o corpo consegue manter a glicose em níveis adequados se você ingeriu poucas calorias? Ele até tenta através de uma maior queima de gordura, de proteínas e de glicogênio. Mas, se a atividade física prolongar por mais de 30, 40 ou 50 minutos e se for de alta intensidade, estas alternativas tornam-se inviáveis. O organismo não consegue produzir muita quantidade de glicose e jogar na corrente sanguínea. Ele até tem uma reserva, mas que não dura muito…  Assim, os níveis podem baixar causando, inicialmente, tonteiras.

Por isso, não é recomendado pegar pesado no AEJ (aeróbico em jejum). Só mesmo um treino leve para as pessoas que adotam essa prática. (*você encontra mais sobre AEJ em outros textos no blog)

 

2 – Hipoglicemia causada por ingestão de alimentos com alto índice glicêmico antes do treino (hipoglicemia de rebote):

Esse tipo não ocorre com todo mundo. Segundo algumas estatísticas, 1 para cada 3 pessoas. Acontece quando você come, por exemplo, um pão branco ou algum doce logo antes de malhar (20 ou 30 minutos antes). Para tentar frear a elevação da glicose no sangue causada pela alimentação, o corpo libera insulina. E assim que começamos a nos exercitar com a insulina alta, há um esvaziamento abrupto de glicose sanguínea:

(insulina + atividade física = ?glicose no sangue).

A hipoglicemia de rebote geralmente ocorre nos primeiros minutos após o início do esforço físico (no máximo 30 minutos).

A saída é interromper a atividade física e ingerir, aos poucos, outra fonte de carboidratos, como por exemplo, isotônico.

 

 

3 – Hipoglicemia causada por atividades de alta intensidade e/ou longa duração sem reposição energética:

Se você tem um bom condicionamento físico e consegue correr, nadar, pedalar ou praticar outra atividade por mais de 60 minutos e/ou fazê-la em alta intensidade, pode ser que precise de reposição energética durante a atividade.

Por exemplo, se vai correr uma meia maratona em quase 2 horas, precisa ingerir algum nutriente. Somente com os estoques do corpo, talvez não consiga completar a prova. A glicose pode baixar, você tende a perder rendimento, e tonteiras e fraquezas podem surgir.

Então, não deixe de planejar sua alimentação para fazer um triatlon, por exemplo. Caso contrário, seu desempenho não será o melhor possível ou poderá “passar mal” durante a prova.

 

4 – Diminuição da oferta de oxigênio aos músculos e ao cérebro:

– por ar poluído: durante a atividade física, o consumo de oxigênio pelo corpo pode aumentar mais de 10 vezes. Se o transporte desse gás não for eficiente, pode faltar oxigênio ao cérebro. Respirando um ar com mais monóxido de carbono, o transporte de oxigênio pelo sangue diminui. Assim, tonteiras podem ocorrer…

– por insuficiência cardíaca ou pulmonar: no caso da insuficiência cardíaca, o transporte do oxigênio fica

prejudicado pela diminuição do volume de sangue que circula no corpo. E na insuficiência pulmonar, a entrada do oxigênio do sangue é que fica comprometida. Assim, nos dois casos, a oferta de O2 diminui no cérebro e músculos. Resultado, cansaço excessivo, tonteiras e desmaios.

– por desidratação: quando suamos muito fazendo atividade física no calor ou bebemos pouca água durante

o dia e durante a atividade física, o volume de sangue diminui.  Com isso, a irrigação dos órgãos tende a diminuir e o coração precisa acelerar. E, outra vez, o cérebro sai perdendo oxigênio.

Quem já participou de uma corrida no calor intenso deve ter percebido que o número de atendimentos médicos é muito maior. Isso acontece pelo aumento da temperatura corporal que tem muitas consequências. Algumas delas, levam às tonteiras e desmaios.

 

5 – Quando levantamos depressa:

Já percebeu que algumas pessoas que estavam fazendo abdominais, por exemplo, quando levantam tem uma tonteira momentânea? Isso ocorre por causa da força da gravidade. O corpo demora um pouquinho para redirecionar o sangue para cima quando nos colocamos de pé rapidamente.

Horizontalmente o sangue corre mais fácil. Na vertical, o coração tem que acelerar alguns batimentos para bombear o sangue para cima e chegar na cabeça.

Uma solução é levantar um pouco mais devagar. E também é importante verificar se você está bem hidratado. Uma das maneiras de fazer isso é observar a cor da urina. Está em tom amarelo mais escuro, abra o olho… e a garrafinha de água também!!!

 

6 – Após fazer um exercício “pesado”, como agachamento:

Após exercícios que exigem uma maior “força” ou contração muscular de quase todo corpo também é comum ver pessoas tendo tonteiras. Isso se deve à diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro.

Ao fazermos um exercício assim, a musculatura contrai e “expulsa” o sangue do músculo. Quando o exercício acaba e a musculatura relaxa, o sangue volta a “encher” o músculo. A pressão arterial diminui um pouco e falta sangue momentaneamente ao cérebro. A visão pode acabar escurecendo um pouco.

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